14 de dez de 2011

Reflexões...


“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. 
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. 
Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. 
Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” 
                                                                                                  RUBEM ALVES
Rubem Alves (Boa Esperança15 de setembro de 1933) é um psicanalistaeducadorteólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.


Segundo Jung "A individuação deve oferecer um resgate de si mesmo, isto é, deve gerar valores que sejam um substituto equivalente de sua ausência na esfera pessoal coletiva. Sem essa produção de valores, a individuação final é imoral.. Não existe uma luz que ilumina mais do que outra, e sim um conjunto que torna a sala e a escola um lugar especial e iluminado. A individuação é um processo que torna uma pessoa única e, ao mesmo tempo, parte de uma unidade. Uma escola inclusiva e aberta e a sensibilidade do professor podem tornar este processo enriquecedor e cheio de aprendizado.
Carl Gustav Jung (Kesswil26 de julho de 1875 — Küsnacht6 de junho de 1961) foi um psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana.




"O meu respeito de professor à pessoa do educando, à sua curiosidade, à sua timidez, que não devo agravar com procedimentos inibidores exige de mim o cultivo da humildade e da tolerância. Como posso respeitar a curiosidade do educando se, carente de humildade e da real compreensão do papel da ignorância na busca do  saber, temo revelar o meu desconhecimento? Como ser educador, sobretudo numa perspectiva progressista, sem aprender, com maior ou menor esforço, a  conviver com os diferentes?  Como ser educador, se não desenvolvo em mim a indispensável amorosidade aos educandos com quem me comprometo e ao próprio processo formador de que sou parte? Não posso desgostar do que faço sob pena de não  fazê-lo bem. Desrespeitando como gente no desprezo a que é relegada a prática pedagógica não tenho por que desamá-la e aos educandos. Não tenho por que exerce-la mal. A minha resposta à ofensa à educação é a luta política, consciente, crítica e organizada contra os ofensores.  Aceito até abandona-la, cansado, à procura de melhores dias. O que não é possível é, ficando nela, avilta-la com o desdém de mim mesmo e dos educandos.”

“No fundo, o essencial nas relações entre o educador e educando, entre autoridade e
liberdades, entre pais, mães, filhos e filhas é a reinvenção do ser humano no
aprendizado de sua autonomia.
Me movo como educador porque, primeiro, me movo como gente.”

“Ensinar e, enquanto ensino, testemunhar aos alunos o quanto me é fundamental respeitá-los e respeitar-me são tarefas que jamais dicotomizei. Nunca me foi possível separar em dois momentos o ensino dos conteúdos da formação ética dos educandos. A prática docente que não há sem a discente é uma  prática inteira. O ensino dos conteúdos implica o testemunho ético do professor. A boniteza da prática docente se compõe do anseio vivo de competência do docente e dos discentes e de seu sonho ético. Não há nesta boniteza lugar para a negação da decência, nem de forma grosseira nem farisaica.
Não há lugar para puritanismo. Só há lugar para pureza.”
(Pedagogia da autonomia, Paulo Freire)


Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921  São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro.

É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogiamundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.


Educação precisa acontecer no contexto familiar.

Diante de várias mudanças ocorridas na sociedade, com tantas informações e avanços tecnológicos, é possível observar também uma inversão de papéis e valores, onde a família ganha uma nova configuração, a mulher conquista cada vez mais seu lugar no mercado de trabalho, a criança também muda e conseqüentemente o aluno e a escola. 

Os pais reagem diante dessas mudanças protegendo excessivamente seus filhos em vez de cultivar suas aptidões. Isto é uma realidade da família atual, como os pais passam pouco tempo com os filhos a educação oferecida muitas vezes é repleta de proteção, e esta nova configuração de família acaba por atribuir à escola o papel de educar. Sendo que a educação precisa acontecer no contexto familiar, é aí que os conceitos e valores são transmitidos de pais para filhos e ao contexto escolar cabe ampliar essas ações iniciadas na família. 

A constância é algo importante no contexto familiar, os filhos necessitam da firmeza vinda de um “não”, isto é que vai lhes proporcionar facilidade ao lidar com a frustração, inerente a todas as pessoas em todo o decurso da vida. 

Ao colocar as tarefas e os limites para os filhos quanto ao dinheiro, ao tempo, o respeito ao próximo, é necessário que os pais observem suas próprias posturas, uma vez que a criança aprende pelo modelo do adulto, e as atitudes valem mais que palavras. 

São através de atitudes simples que os pais proporcionam o senso de responsabilidade aos filhos, como por exemplo, solicitá-los para ajudar a guardar os brinquedos, a roupa limpa. Essa responsabilidade reivindicada desde cedo pode auxiliar a criança a se sobressair na escola e na vida.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

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